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Senta Aqui, Deste Lado Meu, E Me Ouve, Bem Urgente, Pontual, Como O Carteiro De Uma Cidade Distante Que Trazendo, A Carta De Amor De Alguém, Apressa Os Passos, E Anormal, Excede A Pressa Como Que Para Ler O Que Não Poderá,Lendo, Os Selos Da Carta, O Que O Envelope Deixa Transparecer. Eu Sou Como O Carteiro Desta Cidade Sem Indício, E Fria, O Último Habitante Da Redondeza, Desertou, E Teu Ser, É Como O Sol Numa Aldeia, Regando Os Ciclos Da Terra De Dia.
O Carteiro Desta Cidade, Que Sou Eu, Envia O Que Escreve. Curioso Se Põe A Ler O Que Um Outro Eu, Tímido, Escrevera. A Carta Endereçada E Objetiva, Se Deixa Abrir: Revele, Diz Uma Única Palavra No Oceano Do Papel, Esta Quimera, Que Angustia O Carteiro E O Poeta, Que Sou Eu, Os Três. Quando Já É Tarde Da Noite Te Encontro, Eis-Me Pleno, O Percurso Desta Estrada, As Noites Mau-Dormidas, O Sereno, Do Teu Olhar Revela Todas As Palavras Do Universo De Uma Vez.
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